
O peso da Cruz é medido no amor, e o tamanho da glória é o dobro de amar.
Em uma simples reflexão de sua vida você percebe que o sofrimento está exatamente na força do amor em que você direciona para algo. Quanto mais se ama, mais se sofre, dado que o sofrimento é parte do aperfeiçoamento do amor, como o ouro que se torna bela jóia depois que experimenta as altas temperaturas do fogo.
Cedo ou tarde você se dá conta de que o objeto de sua dor está envolto em um enlace indissolúvel com o seu objeto amado. E quer saber? As flores precisam romper com força o lacre da escuridão para que possam ver o sol brilhar e ser beleza para nós.
Talvez, pela força do divino sobre o humano sofremos pelo que amamos para entendermos que a Cruz e o amor são essencialmente partes de uma mesma História. No entanto, é um pesar amar o que não devemos, pois a cruz o acompanha. É nisso que provamos as feridas do orgulho, porque amamos demais um “eu” indevido e o peso do sofrimento tende a ser duplicado na medida em que nos direcionamos para as trevas.
Somos capazes de sofrer com paz e até coragem se percebemos, ao menos, um sinal da glória que este sofrimento aguarda, mas sabemos, pela força da consciência, que o amor pela desordem nos traz sofrimento inglório. Amemos, pois, aquilo que é bom e verdadeiro. Se não podemos separar o sofrimento do amor, podemos sofrer pela glória e não pelo fim.
A recompensa pelo bem ou pelo mal será sempre o dobro do sofrimento.