
Um dia a vida te obriga a ser apenas quem você é,
nessa pequenez natural do ser como de fato é.
Sem as asas de águia, criada na ilusão
e sem as garras da fera ou a força do furacão.
Você olha para a direita, insatisfeita
ou para a esquerda já desfeita,
e desperta com uma força brutal
a necessidade de ser natural.
Quando não há luz.
Quando não há focos.
Parece não haver cruz.
Parece não poder ser mais.
Você voa para qualquer lugar,
dispõe-se ao tempo que o mundo dá.
Apagado, quase não amado,
solitário, não desejado.
Na verdade, na verdade encasulado.
Guardado para brilhar.
O poder, a ser purificado
para poder ser o a purificar.